Um blog de todos nós. Afinal, pintelhos todos temos... Uns mais, outros menos...

segunda-feira, junho 06, 2005

E depois há aquela coisa de estudar o passado...

Para compreender o presente e prever o futuro (Já lá dizia o meu professor de História de Portugal do Ensino Básico).
E depois são citações como esta que deixam um Pintelho baralhado.
Basta lembrarmo-nos de que a História está crivada de figuras que, a serem predictores do futuro, fazem adivinhar algo sombrio. Ditadores, sanguinários, assassinos, falsos profetas...
E agora, ao preparar o estudo para o exame de História da Psicologia, fiquei inquieto. E o cocainómano mais famoso da História, não só da disciplina em questão e da Medicina, como da História em geral? Que fazer de Freud?
Obviamente, se Freud for empregue para compreender o presente - quem sonha com carros sonha com vaginas - além de sermos, todos nós, um bando de tarados sexuais (não o seremos?), todos nós teriamos aqueles traumas de conflitos mal resolvidos, vivendo num país deprimido e em quase anarquia (não o vivemos?).
E se Freud for um predictor do futuro? Tornar-nos-emos todos viciados em algum tipo de drogas (que são os medicamentos de que dependemos?), viveremos a pensar no sexo e não num futuro melhor (Santana Lopes, diz algo?), ou simplesmente faremos dos nossos mundos campos de batalha, como espelhos do nosso psiquismo?

Bolas, rendo-me. Porque é que Freud, visto numa perspectiva histórica, parece fazer todo o sentido?
Começo, após tanto tempo durante o qual gozei a bom gozar o homem, a acreditar na psicanálise. Sim, Freud foi um génio.
Ora bolas... Rendo-me. Esta noite sonhei com uma rotunda (nádegas), junto à qual encontrei um vestíbulo (ânus) com um balão flácido pendurado (pénis sem erecção). Não havia carros na rua.
Senhor Pintelho - dir-me-ia Freud, quando me apanhasse sob hipnose - está fodido. Está frustrado por não ter uma companheira ("mas eu tenho, doutor", seria uma expressão que a hipnose me inibiria de dizer), e, pior que isso, não consegue ter uma erecção. No seu lugar, começaria e equacionar o factor Viagra.
Sim, senhor doutor...

Eu cá prefiro começar a estudar História pelos filósofos pré-socráticos, esses grandes malucos que, à boa maneira rebelde, não viam apenas sexo à sua frente, e que influenciaram tudo quanto é ciência - e não só - que exista na actualidade.
Recolho-me no estudo.
Permitam-me a libertinagem, como permitem ao psicanalista a quem pagam a bem pagar. Quem vê livros vê folhas. Quem vê folhas vê papel. Quem vê papel vê papel higiénico. Quem vê papel higiénico vê um cú asseadinho. Quem vê um cú asseadinho de certo que quer é anal. Ora... Não estudem por livros. Quem estuda por livros demonstra uma fixação no estádio anal.
recolho-me à minha doida da minha tara anal. Ai!, livro, o quanto me excitas.
Será o computador uma boa opção? Hm... Teclar, mexer com os dedos, e tal... Fixação no estádio genital... Masturbação, senhoras e senhores. Não tentem escapar ao destino da história. Com ela, compreendemos o presente... E prevemos um futuro sexualmente atribulado, ao que consta.

Pintelho (Ai... Sim, livro... Sim!)

P.s.
Eis o magnífico do primeiro post completamente desinteressante, sem humor nem conteúdo, em dois longos meses... Isto promete continuar!

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